“(…) sempre me pareceu pior o desvio de elite que o das massas: a intervenção activa, por inoperante e ingénua que seja, mantém-nos solidários com a nossa humanidade e em guarda contra a alienação, enquanto que o intelectualismo estrito, muito embora justificado e legítimo, aristocratiza, isola e hiperaliena. Acomodei-me à práxis do imediato e do quotidiano e amordacei o pequeno escritor que trazia em mim, dando a primazia ao político, que talvez inicialmente não fosse, mas que, à força da experiência, acabei por ser.“

(Sacramento, M., Diário, p.21)

“(…) a História não é um espetáculo a que assistimos, mas um real (condicionado embora) que criamos. Onde o homem se resigna à alienação histórica, quem poderá falar em nome dele?

(Sacramento, M., Frátria, p.106)